Não importa o segmento ou o porte: para os negócios em geral, a grande força por trás de suas estratégias digitais de 2020 foi mesmo a pandemia de COVID-19. Para começar, a transição massiva para o trabalho remoto trouxe a necessidade de reinvenção da rotina profissional, assim como a preocupação com o nível de segurança oferecido.
Na esteira dessas mudanças, vieram também a incerteza em relação ao retorno total do trabalho presencial, a urgência de se adotar serviços baseados na nuvem, o uso de ferramentas colaborativas, o acesso remoto a sistemas empresariais e a utilização frequente de redes públicas (em detrimento das mais seguras redes privadas virtuais, as VPNs).
Nesse cenário de rápidas transformações, há um desafio inédito em termos de cibersegurança para os negócios, reforçando o alerta para as tendências que nos esperam no decorrer dos próximos meses.
A seguir, confira 5 tendências em ameaças cibernéticas para rastrear de perto em 2021 – e apostar na devida preparação agora!
Cenário de ciberameaças para 2021: afinal, o que esperar na área?
Tendência #1 – A evolução das ameaças já existentes
Em primeiro lugar, tudo indica que as ciberameaças já conhecidas (a exemplo de ransomware, phishing, trojans e botnets) vão se manter em destaque. Tais ataques, afinal, são cada vez mais automatizados e baseados em informações pessoais, frequentemente coletadas de websites e redes sociais. Uma vez que observamos uma tendência crescente para a automação, esse tipo de ataque continuará a progredir em variedade e frequência.
Vale lembrar, ainda, que os eventos atuais também podem influenciar essas ameaças. Basta recapitular o aumento de e-mails de phishing durante a pandemia, crimes que se aproveitaram da falta de familiaridade das vítimas com aplicações de trabalho remoto e outras ferramentas de home office.
À medida em que as campanhas de engenharia social e malware se industrializam, os cibercriminosos conseguem incrementar seus ataques até obter uma ameaça realmente perigosa e com uma considerável taxa de sucesso.
Tendência #2 – Ataques a serviços remotos e baseados em nuvem
Essa tendência em ciberameaça também é uma consequência natural das mudanças trazidas pela pandemia. A crise global, afinal, levou as companhias a adotarem rapidamente os novos serviços de nuvem, assim como ferramentas de acesso remoto e apps de colaboração.
Em contrapartida, muitas empresas não contavam com especialistas em TI com treinamento relevante para configurar essas soluções de forma adequada – e nem mesmo dispunham de tempo ou orçamento para prover ferramentas eficazes de boa qualidade.
É interessante destacar, aqui, que aplicações de servidores, armazenamento em cloud e containers nem sempre contam com a proteção que precisam. Não por acaso, estão entre os alvos favoritos dos cibercriminosos.
Nesse sentido, o comprometimento desses serviços e problemas de configuração apenas potencializam os riscos, ameaçando a integridade e a confidencialidade das informações corporativas. Tais cenários inevitavelmente apontam para o vazamento de dados como uma grande tendência.
Tendência #3 – Ataques “sem arquivos” (Fileless Attacks)
Como o próprio nome sugere, os ataques sem arquivos não se baseiam em anexos e arquivos maliciosos, e geralmente não criam quaisquer outros arquivos para concluir o cibercrime. Em consequência, esse tipo de ação criminosa pode passar despercebida por muitas soluções de prevenção e detecção em cibersegurança.
Na prática, um típico ataque sem arquivos funciona assim: primeiro, a vítima recebe um e-mail com um link que direciona para um site malicioso. Na página, possíveis recursos de engenharia social lançam novas ferramentas de sistema, como a PowerShell, cuja detecção é um verdadeiro desafio para as defesas tradicionais.
A essa altura, vale a pena destacar: ataques fileless não são exatamente uma novidade. O uso de ferramentas de sistema como formas de ataque é uma prática que existe há décadas, mas que vem crescendo consideravelmente nos últimos tempos.
Essa modalidade criminosa também não se limita a atacar as empresas de forma isolada. Cada vez mais, provedores de serviço são mirados pelos hackers, que abusam da infraestrutura e dos recursos de gestão desses negócios para comprometer também seus clientes.
Tendência #4 – Payloads customizados
Ataques direcionados (targeted attacks) são muito mais eficazes para comprometer dados e sistemas, ainda que demandem mais esforços por parte dos criminosos. Nos últimos tempos, a abordagem tem se tornado crescentemente sofisticada.
Não é uma novidade: cibercriminosos podem descobrir muito sobre uma rede (network) através de websites corporativos, redes sociais e seus sistemas individuais comprometidos. Armados com tais conhecimentos e cientes das vulnerabilidades existentes, os hackers podem construir payloads (cargas de transmissão de dados) especificamente pensados para derrubar networks específicas.
Tendência #5 – Comprometimentos nos processos de negócio
Por vezes, os hackers identificam fragilidades e falhas não nas aplicações, mas no próprio fluxo das operações do negócio. De fato, os especialistas têm detectado um aumento no chamado “comprometimento dos processos de negócio”. Nessas situações, os criminosos se aproveitam de vulnerabilidades no sistema operacional para obter ganhos financeiros.
É interessante notar que ataques do gênero exigem um conhecimento considerável dos sistemas e operações das vítimas. Por esse motivo, eles geralmente se iniciam com um sistema comprometido na rede afetada: dessa forma, os hackers conseguem observar de perto os processos da organização e, gradualmente, identificar falhas e problemas.
Mais uma vez, trata-se de ataques com um imenso desafio de detecção. Como são bastante discretos, esses cibercrimes podem passar despercebidos por longos períodos de tempo.
Cenário de 2021 exige preparação
À medida em que os cibercriminosos evoluem suas tecnologias e estratégias de ataque, organizações de todos os portes e segmentos precisam acertar o passo e consolidar sua abordagem de cibersegurança e proteção de dados.
De fato, softwares antivírus que englobam apenas o nível do sistema não são suficientes para combater as ciberameaças modernas. Por sua vez, o backup de dados, por si só, também não consegue conceder a proteção adequada contra disrupções digitais causadas por agentes maliciosos.
Nesse cenário, é urgente lançar mão de uma proteção completa e complexa que abarque todos os fluxos de trabalho, incluindo dados e aplicações de múltiplos domínios. A resposta, aqui, é apostar em soluções integradas que automatizem o monitoramento do sistema, façam check-ups regulares das vulnerabilidades e garantam a proteção necessária de endpoints para interromper as ameaças emergentes.
E aí, gostou do conteúdo? Esperamos que as informações te ajudem a se preparar de forma sólida para os próximos desafios que virão!