Segundo novo relatório divulgado pelo Sophos – o “The State of Ransomware in Healthcare 2024” – revelou um recorde na taxa de ataques de ransomware contra empresas do setor de saúde nos últimos 4 anos. 

De fato, dois terços (67%) das organizações entrevistadas sofreram ataques neste ano, contra os 60% de 2023. A alta dos cibercrimes no segmento de saúde também vai na tendência contrária de todos os outros setores do mercado, que apresentaram uma queda de 66% em 2023 para 59% em 2024. 

➡️Além da crescente nos incidentes de ransomware, o segmento de saúde também tem apresentado tempos de recuperação cada vez mais longos. Somente 22% das empresas conseguiram se restabelecer totalmente em uma semana ou menos (contra os 47% de 2023 e os 54% de 2022). 

Das organizações entrevistadas, 37% precisaram de mais de um mês para se recuperarem (contra os 28% registrados no ano passado). Os dados refletem o aumento da severidade e da complexidade dos ataques

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“Enquanto a taxa de ransomware atingiu um certo ‘equilíbrio’ ou até declínio nos outros segmentos, os ataques contra organizações da saúde continuaram a se intensificar, tanto em número, quanto em escopo”, afirmou John Shier, CTO da Sophos. 

De acordo com Shier, a natureza altamente sensível das informações em saúde e a necessidade de acessibilidade às mesmas vão sempre manter o setor como um alvo atrativo para os cibercriminosos

Para ele, com o objetivo de combater esses adversários, as empresas de saúde precisam adotar uma abordagem mais proativa e humanizada na detecção e resposta a ameaças, combinado tecnologia avançada e monitoramento contínuo

Confira outras descobertas do relatório: 

  • Aumento nos custos com resgate: o custo médio de recuperação de um ransomware na área da saúde foi de US$2,57 milhões em 2024, contra os US$2,2 milhões em 2023 e a metade desse valor em 2021; 
  • Pedidos de resgate x pagamentos: 57% das instituições de saúde que pagaram o valor de resgate acabaram pagando mais do que o valor inicial exigido;
  • Causa do ataque: credenciais comprometidas e vulnerabilidades exploradas ficaram em 1º lugar no ranking de causas, sendo que cada uma foi a motivação de 34% dos ataques; 
  • Backups na mira: 95% das empresas de saúde vítimas de ransomware em 2024 afirmaram que os hackers tentaram comprometer seus backups durante o ataque; 
  • Aumento da pressão: as organizações que tiveram seus backups comprometidos apresentaram duas vezes mais probabilidade de pagar o resgate para recuperar os dados criptografados ( 63% vs. 27%);
  • Quem paga o resgate: as seguradoras estão fortemente envolvidas nos pagamentos de resgate, contribuindo em 77% dos casos. 19% do financiamento total dos pagamentos de resgate vêm das seguradoras. 

O estudo da Sophos, que avaliou as experiências reais de ransomware ao redor do mundo, considera a jornada completa das vítimas, desde a causa e a incidência até o impacto operacional no negócio. O relatório entrevistou 402 organizações do setor de saúde. 

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Com informações de: Sophos 

Imagem: Freepik

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