O famoso “apagão cibernético” de 2024 continua gerando repercussões. A companhia aérea norte-americana Delta Air Lines foi autorizada a dar início a uma ação judicial contra a CrowdStrike, a empresa de cibersegurança responsável por derrubar os sistemas de organizações ao redor de todo o mundo.
Um tribunal da Georgia, estado dos EUA, acatou os argumentos da Delta, que alega graves prejuízos financeiros devido a centenas de voos cancelados. O judiciário indicou a acusação de negligência contra a CrowdStrike, uma vez que esta não realizou os testes corretos de uma atualização, culminando no incidente de impactos globais.
Vale destacar que a acusação também ressaltou que todo o problema poderia ter sido evitado caso o teste tivesse sido executado em uma única máquina antes da distribuição do patch. O próprio presidente da CrowdStrike, George Kutz, declarou que tratou-se de um “erro gravíssimo” – o que também foi utilizado pela Delta no processo.
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O impacto (e o prejuízo) alegado pela Delta Air Lines
Segundo a companhia aérea, o erro da CrowdStrike acarretou no cancelamento de 7 mil voos e em complicações no deslocamento de 1,4 milhão de passageiros.
Por sua vez, os gastos aproximados e a perda financeira somariam US$ 550 milhões (ou R$ 3,11 bilhões). Em contrapartida, a Delta afirma que sua economia com combustível não utilizado – devido aos voos cancelados – totalizou apenas US$ 50 milhões (R$ 283 milhões).
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