Um ciberataque ocorrido na última semana gerou o cancelamento de exames, cirurgias e transfusões nos principais hospitais de Londres, na Inglaterra.
O grupo hacker Qulin, da Rússia, é o provável responsável pelo ataque de ransomware. O crime cibernético vitimou a Synnovis, a empresa que presta serviços para os hospitais do NHS, o sistema de saúde público britânico.
Devido à ocorrência, os hospitais impactados não estão conseguindo processar o sangue correspondente dos pacientes com a mesma frequência de sempre.
O NHS Blood and Transplant, órgão público responsável pelas doações de sangue, está fazendo um apelo para que doadores do tipo sanguíneo “O” (com fator Rh positivo e negativo) marquem uma consulta para doar, no intuito de aumentar os estoques, uma vez que este tipo sanguíneo é considerado seguro para todos os pacientes.
A declaração do NHS, o sistema de saúde público britânico
“Lamentamos muito a inconveniência que isso está causando aos pacientes, usuários do serviço e qualquer outra pessoa afetada”, afirmou a Synnovis por meio de um porta-voz.
“Estamos fazendo o nosso melhor para minimizar o impacto, e vamos continuar em contato com os serviços locais do NHS para manter as pessoas atualizadas com os desdobramentos.”
O porta-voz acrescentou que a empresa havia “investido fortemente” para “garantir que o sistema de informática seja o mais seguro possível”.
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“Um dos ciberataques mais graves já vistos no país”
De acordo com o especialista em segurança cibernética Steve Sands, do Instituto Chartered para Tecnologia da Informação, os ataques de ransomware são agora uma “ameaça sempre presente para instituições essenciais, de escolas a hospitais”.
Para o ex-CEO do Centro Nacional de Segurança Cibernética, Ciaran Martin, o ataque foi “um dos mais graves que já vimos neste país”.
“Há dois tipos de ataque de ransomware. Um deles é quando roubam um monte de dados e tentam extorquir você a pagar para que não sejam divulgados, mas este caso é diferente. É o tipo mais grave de ransomware, em que o sistema simplesmente não funciona”, enfatiza Martin.
Com informações de: G1 Tecnologia
Imagem: Nguyễn Hiệp na Unsplash