Uma pesquisa da empresa Akamai, que analisou mais de 10 mil exemplos de softwares maliciosos (malware) escritos na linguagem de programação JavaScript, concluiu que cerca de 26% desse montante são “ofuscados” para fugir dos processos de detecção e análise

“Ofuscação” é quando um código-fonte facilmente compreensível é convertido para um código confuso e difícil que ainda consegue operar normalmente. 

Os cibercriminosos geralmente lançam mão da ofuscação para dificultar a análise de scripts maliciosos e escapar da segurança de softwares. 

Sites não maliciosos também usam ofuscação 

Vale lembrar que nem toda ofuscação é maliciosa ou ameaçadora. Segundo o relatório da Akamai, aproximadamente 0,5% dos 20 mil websites mais bem rankeados da web também investem na técnica. 

Aqui, as principais razões que explicam esse fato são: 

  • websites estão tentando ocultar alguns dos seus recursos de código da concorrência; 
  • os snippets de JavaScript utilizados foram ofuscados por um provedor terceirizado;
  • informações sensíveis (como endereços de e-mail) precisam ser escondidos da vista do público. 

Nesse sentido, a detecção de malware baseada no conhecimento da ofuscação não é suficiente por si só: é preciso identificar a funcionalidade maliciosa por trás da técnica. 

FONTE/SAIBA MAIS: Bleeping Computer

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