Somente 5% das empresas do Brasil atingiram o nível de maturidade requerido para enfrentar com eficácia as ciberameaças atuais – é o que revela o novo Índice de Preparação para Cibersegurança da Cisco. 

O percentual se manteve o mesmo registrado na pesquisa de 2024. Em escala global, o índice de maturidade teve uma leve melhora, passando dos 3% no último ano para 5% em 2025. 

Seguindo a tendência das demais pesquisas contemporâneas, o relatório da Cisco destacou a ascensão da IA e a hiperconectividade como os principais desafios dos profissionais de segurança. 

De fato, a IA tem agravado um panorama de riscos que já era extremamente complexo. Algumas das descobertas-chave da Cisco incluem: 

  • 77% das organizações brasileiras sofreram incidentes de segurança relacionados à IA em 2024; 
  • 58% dos entrevistados têm confiança de que sua equipe compreende totalmente as ameaças de IA
  • 58% acreditam que suas equipes compreendem totalmente a forma como os cibercriminosos estão usando IA para executar ataques sofisticados, destacando a lacuna de conscientização
  • 68% consideram as ameaças externas (como grupos hackers afiliados a Estados) mais significativas do que as ameaças internas (32%). 

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Destaques do Brasil na pesquisa 

A ausência de preparação em cibersegurança é alarmante em todo o mundo, sendo que 71% das empresas entrevistadas preveem interrupções nas atividades devido a incidentes cibernéticos nos próximos 12 a 24 meses. No Brasil, esse número é 55%

Confira mais descobertas a nível nacional

A falta de preparação para cibersegurança é globalmente alarmante, pois 71% dos entrevistados preveem interrupções nos negócios devido a incidentes cibernéticos nos próximos 12 a 24 meses. No Brasil, esse percentual é de 55%. Outros dados nacionais são: 

Uso de IA Generativa (GenIA) e riscos associados 

As ferramentas de GenIA vêm sendo adotadas em larga escala, com 53% dos colaboradores utilizando recursos de terceiros previamente aprovados pela gestão. Porém, os desafios de supervisão ainda são grandes: 24% têm acesso irrestrito ao GenAI público, e 47% das equipes de TI não têm conhecimento das interações dos funcionários com o GenAI. 

Uso massivo de IA para fortalecer a cibersegurança 

Nada menos do que 93% das empresas utilizam IA para obter uma melhor compreensão das ameaças. Delas, 87% usam a tecnologia para detectar ameaças e 74% para resposta e recuperação. 

Apreensão com a Shadow AI 

No que diz respeito a recursos não regulamentados de IA (a shadow AI), 53% dos negócios brasileiros entrevistados não têm confiança o suficiente para identificar esse tipo de ferramenta, o que representa riscos relevantes para a privacidade de dados e a segurança cibernética. 

Escassez de talentos em cibersegurança 

A falta de profissionais qualificados na área é flagrante: 81% das organizações consideram essa escassez como um grande desafio, e 45% relatam que têm mais de 10 posições em aberto na função. 

Estrutura complexa de segurança 

Mais de 69% das empresas afirmam que suas infraestruturas complexas de segurança (com mais de 10 soluções pontuais) estão dificultando sua habilidade rápida de responder com eficácia às ameaças. 

Mudanças no foco de investimento 

Somente 55% alocam mais de 10% do seu orçamento de TI para cibersegurança (uma redução de 11% em relação a 2024), enquanto 99% têm o plano de atualizar sua infraestrutura de TI. Isso ressalta a demanda crítica por mais investimentos focados em estratégias abrangentes de defesa. 

Com informações de: TI Inside 

Imagem: Freepik

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