Oficiais dos Estados Unidos impuseram sanções a um instituto de pesquisa russo, ligado ao governo, que desenvolveu um sistema de computador capaz de causar danos industriais massivos de forma remota.
Profissionais do Tesouro americano afirmam que o Instituto Central de Pesquisa Científica vinculado ao Instituto de Química e Mecânica – também conhecido por sua sigla em russo, TsNIIKhM – construiu “ferramentas personalizadas que permitiram o ataque” em uma instalação petroquímica não identificada no Oriente Médio em 2017, segundo reportou o Reuters no dia 23 de outubro.
Os pesquisadores identificaram e divulgaram o ataque no mesmo ano, alarmando especialistas da área. Ao invés de hackear ou reter os dados para pedir posterior resgate, o cibercrime aparentemente desabilitou o sistema de segurança da instalação.
Responsáveis pelo malware vasculharam ao menos 20 concessionárias elétricas dos EUA em busca de potenciais vulnerabilidades, segundo os oficiais do Tesouro americano.
Por sua vez, a Rússia os acusou de mentir e criticou as sanções. “Enfatizamos mais uma vez a ilegitimidade de quaisquer restrições unilaterais”, Anatoly Antonov, embaixador da Rússia nos EUA, afirmou nas redes sociais. “A Rússia, ao contrário dos Estados Unidos, não conduz operações ofensivas no domínio cibernético”.
Fonte: NY Post