A Agência da União Europeia (Europol), juntamente com outros parceiros de aplicação da lei, desvendou uma rede organizada de cibercriminosos que está por trás de uma série de ataques de ransomware que fez mais de 1800 vítimas em 71 países desde 2019. 

De acordo com a Europol, 12 indivíduos foram alvos de operações na Ucrânia e na Suíça na última semana após uma investigação de 2 anos. A agência não divulgou se essas pessoas foram presas ou acusadas. 

Os indivíduos não identificados eram “conhecidos por visar especificamente grandes corporações, efetivamente levando à paralisação dos seus negócios”, afirmou a Europol. Uma das vertentes de ransomware utilizadas pelo grupo é o LockerGoga, a mesma aplicada no ataque contra a processadora de alumínio norueguesa Norsk Hydro em março de 2019. 

Na ocasião, o ciberataque forçou as fábricas da empresa a interromper a produção por quase uma semana em dois continentes. A paralisação custou à Norsk Hydro mais de US$ 50 milhões.

Em um comunicado à imprensa, o Serviço Nacional de Investigação Criminal da Noruega (Kripos) confirmou que os indivíduos-alvo foram responsáveis ​​pelo ataque da Norsk Hydro.

A Europol declarou que os hackers também implementaram os ransomwares MegaCortex e Dharma, além de malwares como o TrickBot e ferramentas de pós-exploração, incluindo a Cobalt Strike e o PowerShell Empire. Com isso, o objetivo do grupo era impedir a detecção e obter maior acesso.  

“A partir daí, os criminosos permaneciam sem detecção nos sistemas comprometidos, às vezes por meses, sondando mais vulnerabilidades nas redes de TI antes de passar a monetizar a infecção com a implantação de um ransomware”, disse a Europol. 

Não está claro quanto dinheiro os criminosos ganharam com seus ataques, embora a Europol tenha afirmado que aprendeu US$ 52 mil em dinheiro e cinco veículos de luxo. 

FONTE/LEIA MAIS: TechCrunch

Créditos da imagem: freepik

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