Gangues de ransomware provavelmente estão se utilizando de eventos financeiros significativos – como fusões e aquisições – para alvejar companhias e extorqui-las, o FBI alertou no dia 1º de novembro. 

O alerta veio do Internet Crime Complaint Center (IC3), o repositório central do FBI para notificações de crimes digitais. Foi afirmado que os hackers estão “muito provavelmente” utilizando dados financeiros públicos e não públicos para visar e extorquir vítimas em potencial. 

Segundo o FBI, os atores de ransomware são motivados por eventos financeiros urgentes – se a organização está passando por uma avaliação de ações, por exemplo, os cibercriminosos podem roubar informações sigilosas e ameaçar um vazamento. Nesse caso, as vítimas provavelmente pagariam, uma vez que há um alto risco envolvido no mercado de ações e a retaliação dos investidores.

A IC3 não forneceu nenhum detalhe sobre as reclamações recebidas. No entanto, o FBI declarou que, entre março e julho de 2020, “ao menos 3 companhias americanas de capital aberto – ativamente envolvidas em fusões e aquisições – foram vítimas de ransomware durante suas respectivas negociações”.

Das 3 companhias, somente uma das negociações foi de conhecimento público, destacou o FBI.

O relatório também mencionou uma análise técnica do trojan de acesso remoto “Pyxie RAT” (datando de novembro de 2020), utilizado em infecções de ransomware. O RAT aplicado utilizava várias palavras-chave envolvendo arquivamentos da SEC e notícias financeiras para supostamente presumir o local de arquivos relevantes na rede da vítima. 

FONTE/LEIA MAIS: Search Security 

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