Após uma atualização mal-sucedida da CrowdStrike ter provocado um “apagão cibernético”,  a Microsoft declarou que está desenvolvendo uma nova plataforma para os clientes que utilizam a camada mais profunda do seu sistema operacional (kernel). 

Na última semana, a big tech afirmou que seguirá projetando a solução para atender às demandas de empresas fornecedoras de cibersegurança, que desejam operar fora do modo kernel, o nível base do sistema. 

O anúncio ocorreu logo após uma reunião com companhias do segmento, que debateu justamente a implementação segura de atualizações e possíveis alternativas ao kernel, que hoje é utilizado para monitorar ameaças. Segundo a Microsoft, o objetivo é atingir a “maior confiabilidade sem sacrificar a segurança”. 

O que é o kernel? 

O kernel é um componente essencial do sistema operacional da Microsoft. Na prática, ele opera como um ponto de conexão entre o software e o hardware. 

Na ocasião do apagão cibernético, foi o kernel que “autorizou” a atualização defeituosa que provocou todo o caos global. 

Apagão mundial 

O desenvolvimento dos novos mecanismos é uma resposta a um update da CrowdStrike que, há dois meses, derrubou milhões de computadores Windows, paralisou bancos, aeroportos, bolsa de valores e organizações em todo o mundo. 

A partir do evento, entrou em discussão se as companhias de cibersegurança devem ter permissão para operar no nível kernel dos sistemas Windows, uma vez que os riscos associados são altos. 

Em publicação no blog, a Microsoft afirmou que a versão mais recente do Windows conta com mudanças que permitem que essas empresas forneçam mais recursos de segurança fora do nível kernel. 

Debate sobre permissão de acesso é antigo 

Após a reunião da semana passada, algumas companhias de cibersegurança ainda encaram a operação no modo kernel como essencial. A Microsoft já havia tentado bloquear o acesso à plataforma em 2006, mas a grande resistência dos fornecedores estacionou os planos. 

Hoje, o cenário mudou drasticamente. Com os novos mecanismos em desenvolvimento, a possibilidade de grandes mudanças é alta. “A Microsoft continuará a projetar e desenvolver essa nova capacidade da plataforma com a colaboração de parceiros do ecossistema para atingir a meta de confiabilidade sem prejudicar a segurança”, reforçou a empresa. 

Com informações de: O Globo e UOL 

Imagem: Clint Patterson na Unsplash

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