Segundo descoberta da ISH Tecnologia, um novo ataque que rouba dados financeiros e credenciais de banco está circulando no WhatsApp do Brasil. O golpe, denominado “ComprovanteSpray”, é capaz de extrair informações dos usuários sem deixar rastros. 

Não por acaso, a ISH Tecnologia classificou a ameaça como sendo um “risco significativo” , justamente por sua capacidade de rápida propagação no famoso aplicativo de mensagens. 

Além disso, o golpe atua em uma abordagem “fileless”, ou seja, sem arquivo: o malware é carregado automaticamente na memória dos dispositivos, sendo quase invisível para os antivírus tradicionais. 

Entenda o ComprovanteSpray: como funciona o golpe? 

Em poucas palavras, o golpe é um envio de arquivo malicioso para a vítima. Na prática, um contato – seja conhecido ou desconhecido – envia um arquivo ZIP para a vítima, geralmente fingindo se tratar de um comprovante bancário pendente

Caso seja convencido a clicar, o usuário faz o download do arquivo e um código é executado no PowerShell, um recurso de automação de tarefas no Windows. 

👉🏽 Vale notar que o cibercrime simula comprovantes de bancos famosos (como Itaú e Bradesco) e  mira em diversas verticais do mercado, com destaque para o setor financeiro (bancos e fintechs), o setor corporativo, o varejista e também usuários finais

Quais dados são roubados pelo golpe? 

De acordo com a ISH, são extraídos os seguintes dados: 

  • Preferências de idioma;
  • Histórico de navegação;
  • Permissões concedidas a sites;
  • Dados bancários (dados de cartões e Pix);
  • Dados de preenchimento automático de navegadores;
  • Informações de carteiras de criptomoedas;
  • Detalhes do navegador (versão, extensões e mais);
  • Cookies de sessão;
  • Identificadores de contas Google.

Após a extração, as informações são transferidas para um servidor hospedado na Cloudfare, dificultando a detecção e o bloqueio de tráfego malicioso. 

A ISH reforça que a ameaça tem um “alto grau de automação e evasão”. Por esse motivo, é preciso aplicar estratégias avançadas de monitoramento e ações proativas para impedir a disseminação do golpe. 

Como prevenir o ataque? 

  • Sempre desconfie de anexos enviados por mensagem (não importa o remetente). O ideal é checar a autoria do envio por outros meios, como videochamada ou presencialmente; 
  • Verifique a política de comunicação do seu banco: pode ser que ele não utilize mensagens automáticas pelo WhatsApp. Em geral, as instituições financeiras usam apenas canais oficiais integrados a apps ou serviços online. É provável que comprovantes, cobranças, extratos e demais avisos relevantes não sejam enviados via WhatsApp ou SMS; 
  • Fique de olho na extensão do arquivo: se o anexo de fato é um comprovante bancário pendente, é muito improvável que ele chegue em um arquivo compactado. Normalmente, esse tipo de arquivo é disponibilizado via PDF, embora esse não seja um sinal 100% confiável de veracidade.

Com informações de: Tecmundo

Imagem: Mourizal Zativa na Unsplash

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