Pesquisadores descobriram um novo malware bancário do Android que mira clientes do Itáu Unibanco. Os hackers se baseiam em páginas parecidas do Google Play Store para realizar transações financeiras nos dispositivos das vítimas sem que elas saibam. 

“Esta aplicação conta com ícone e nomes parecidos que poderiam levar os usuários a pensar que se trata do app legítimo do Itaú”, disseram pesquisadores da Cyble em um relatório publicado na semana passada. “O [hacker] criou uma página falsa do Google Play Store e hospedou o malware que visa o Itaú Unibanco sob o nome ‘sincronizador.apk’”. 

A tática de utilizar páginas de aplicativo falsas como iscas não é novidade. Em março, o Meta (novo nome do Facebook) divulgou detalhes sobre uma campanha de ataques que usou a plataforma como parte de uma operação maior para espiar o grupo muçulmano Uyghur Muslims. Para isso, eram utilizados sites maliciosos terceiros que usavam domínios replicados para parecerem lojas de apps no Android, nos quais os atacantes disponibilizam aplicativos que podem ser atraentes para os alvos do ataque. 

Como observado pela Cyble, a URL falsa não apenas simula a loja legítima de apps do Android, mas também hospeda a aplicação de malware do Itaú Unibanco, além de declarar que o app já teve cerca de 1.895.897 downloads. 

Os usuários que instalam e iniciam o app impostor da suposta loja do Google Play são então solicitados a habilitar serviços de acessibilidade, assim como outras permissões invasivas que habilitam o malware a acessar as notificações, recupere o conteúdo da janela e realize gestos de toque e deslize na tela. 

O objetivo do trojan, segundo os pesquisadores, é performar transações financeiras fraudulentas na aplicação legítima do Itaú ao adulterar os campos de entrada do usuário. Dessa forma, o ataque se junta a uma longa lista de malwares bancários que abusam da API de acessibilidade. 

Por sua vez, o Google começou a impor novas limitações para restringir o uso de tais permissões que permitem que apps capturem informações sensíveis de dispositivos Android. 

Definitivamente, não é a primeira vez que o Itaú esteve sob o radar de grupos hackers com motivações financeiras. Em abril deste ano, a ESET revelou um novo trojan bancário conhecido como “Janeleiro”, que atingiu usuários corporativos no Brasil pelo menos desde 2019 e em vários setores, incluindo engenharia, saúde, varejo, manufatura, finanças, transportes e governo. 

Os pesquisadores alertam: 

“Os usuários devem instalar aplicações somente após verificar sua autenticidade, instalando-as exclusivamente do Google Play Store e de outros portais confiáveis para evitar tais ataques”. 

FONTE: The Hacker News 

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