Membros do cartel de ransomware Egregor foram presos nesta última semana na Ucrânia, segundo reportou a rádio francesa France Inter

As prisões, que ainda não foram formalmente anunciadas, são resultado de uma investigação conjunta das polícias francesa e ucraniana. 

Fontes da comunidade de inteligência de ameaças confirmaram a existência de uma ação de aplicação de lei, mas se recusaram a confirmar o episódio até o momento. 

Por sua vez, os nomes dos suspeitos ainda não foram divulgados. De acordo com a France Inter, os presos forneceram apoio logístico, financeiro e de técnica hacker para a gangue Egregor. 

O modus operandi da Egregor 

A gangue Egregor, que começou a atuar em setembro de 2020, opera com base em um modelo RaaS – ransomware as a service (ransomware como serviço). Esses cibercriminosos “alugam” acesso à verdadeira linha de ransomware, mas confiam em outras gangues criminosas para orquestrar intrusões em redes corporativas, implantando o ransomware com criptografia de arquivos. 

Nesse esquema, as vítimas que insistem em não pagar a taxa de resgate aos hackers são frequentemente listadas em um “leak site” (site de vazamento), na esperança de forçá-los a pagar. A partir daí, as vítimas que se recusam a ceder muitas vezes têm seus documentos e arquivos internos vazados no site da Egregor como punição

No caso em que as vítimas pagam o resgate, a gangue que orquestra a intrusão fica com a maior parte do ganho, enquanto a Egregor recebe uma pequena parcela. A gangue então lava esses lucros através do ecossistema bitcoin

De acordo com o relatório da France Inter, acredita-se que os presos suspeitos são afiliados (ou parceiros) da Egregor, que ajuda a promover suas operações cibercriminosas. 

A fonte também afirmou que as autoridades francesas se envolveram na investigação depois que grandes companhias do país foram atacadas pela gangue no ano passado, tais como a empresa de games Ubisoft e a firma de logística Gefco

A polícia francesa, juntamente com apoio de outras frentes da Europa, conseguiu rastrear os membros da Egregor e sua infraestrutura na Ucrânia. 

FONTE/SAIBA MAIS: ZD Net

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