Mais de 200 apps da Google Play Store, baixados cerca de 8 milhões de vezes ao longo de um ano, foram detectados como maliciosos, revelou um novo levantamento da Zscaler ThreatLabz.
A família de malware conhecida como “Joker” se destaca como a mais prevalente entre os aplicativos contaminados, respondendo por 38% deles. Esse tipo de ataque é capaz de inscrever os usuários em serviços premium sem seu consentimento, levando a cobranças inesperadas.
Atrás do Joker, estão o malware do tipo adware (35%) e os malwares conhecidos como “Facestealers” (14%), especializados em roubar senhas do Facebook.
Conforme alerta a Zscaler, muitas das aplicações maliciosas na Play Store estão disfarçadas em ferramentas de gestão de arquivos, edição ou tradução. No contexto geral, a companhia registrou uma média de 1,7 milhões de bloqueios de malware por mês no sistema Android.
Os países mais impactados pelos apps cibercriminosos no Android
A Índia está no topo do ranking com 28% dos registros, seguida pelos Estados Unidos (27%) e Canadá (15%).
Na sequência, estão África do Sul (6%), Holanda (5%), México (4%) e Brasil (3%), juntamente com Nigéria e Singapura.
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Ameaças aos smartphones e dispositivos móveis: outras descobertas
Os apps maliciosos, porém, não são o único método de ter seu celular hackeado.
Segundo o relatório, os ataques de malware bancário cresceram 29% em um único ano, enquanto os spywares para mobile tiveram alta de 111%.
A tendência preocupante é que a maioria dos hackers que visam compensação financeira são altamente capazes de driblar a autenticação multifator (MFA).
Os QR Codes são outro vetor relevante utilizado para distribuir malwares. Com essa estratégia, o malware bancário Anatsa atingiu mais de 650 instituições financeiras em todo o mundo.
🚨Alerta da Zscaler
Segundo os pesquisadores, os hackers distribuem trojans de acesso remoto ao Android via sites falsos do Skype, Zoom e Google Meet.
Verifique também os relatos e avaliações de outros usuários na Play Store antes de fazer o download dos apps, detectando possíveis problemas.
Com informações de: Cybernews
Imagem: Daniel Romero na Unsplash