Segundo estudo da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), houve um aumento de 475,1% na busca por seguros que protegem empresas de prejuízos decorrentes de ataques cibernéticos. O número considera a procura por seguros nos últimos 5 anos.
Como destaca a CNseg, essa tendência ilustra a ameaça crescente do cibercrime, que tem se ampliado e se sofisticado com a evolução das tecnologias e da adoção da inteligência artificial. A ação criminosa tem afetado empresas de todos os portes e segmentos no Brasil.
Quando o assunto é o mercado de seguros cibernéticos, a instituição traz ainda outro dado relevante da Mordor Experience: esse segmento, que foi avaliado em US$ 16,09 bilhões em 2024, pode escalar para US$ 39,58 bilhões até 2029.
Perigo na mira: os riscos cibernéticos detectados no Brasil
Através do seu sistema de Compartilhamento de Incidentes Cibernéticos (CIC), a CNSeg também monitora ocorrências cibercriminosas no Brasil, compartilhando as informações com seguradoras associadas.
Entre os principais dados apurados, podemos citar:
- Foram emitidos 110 alertas em 2024, sendo que 65% foram relativos a fragilidades de sistema e vírus. Desse montante, 32 foram referentes a falhas de dia zero (zero day); 21 foram sobre malwares e 18 estavam associados a ransomware;
- Os outros 35% (totalizando 39 alertas) foram relativos aos incidentes visualizados pelas seguradoras associadas considerando o contexto mundial, podendo antecipar riscos potenciais para o negócio.
Vale reforçar que os danos diretos causados por ataques hacker – e que englobam perdas financeiras – podem se referir a uma ampla gama de consequências, a exemplo de vazamento de dados, extorsão, uso indevido de informações e violação de direitos de propriedade intelectual e privacidade.
Com informações de: Security Leaders
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