Na última terça-feira (3), o sistema do Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi alvo de um ataque hacker que parece ter criptografado processos e backups, sequestrando o sistema e paralisando as atividades pelo menos até a próxima segunda-feira, 9 de novembro.
Pouco tempo depois, o site Bleeping Computer apontou que o bilhete de resgate em inglês – que foi encontrado pelos técnicos no STJ – é compatível com o RansomExx, um tipo de ransomware que já atacou outras organizações ao redor do mundo, como o Departamento de Transporte do Texas.
No ataque ao STJ, notou-se que os arquivos foram cifrados com a extensão “.stj888”, que aparenta ser um padrão de ataque dos cibercriminosos. No final de outubro, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE) também foi afetado pela ameaça.
O RansomExx é uma nova versão do ransomware chamado de “Defray777”. Essa variação começou a atacar mais ativamente em junho deste ano.
Hacker foi identificado, mas site ainda está fora do ar
Em live realizada na noite de ontem (5), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Polícia Federal agiu imediatamente e já identificou o hacker responsável pelo ataque.
O cibercrime bloqueou a base de dados dos processos em andamento no STJ, paralisando as atividades da corte até a próxima semana. O sistema – incluindo a rede interna de e-mails – ainda está fora do ar. Em nota, o órgão revelou que o invasor usou criptografia para impedir o acesso aos dados roubados, e agora solicita resgate para liberá-los.
O ministro do STJ, Humberto Martins, afirmou também que o órgão possui backup com cópias seguras das informações roubadas, e que a equipe de informática já trabalha para restaurar o sistema e regularizar a situação.
O ataque hacker atingiu, ainda, os sistemas do governo do Distrito Federal e do Ministério da Saúde. A Polícia Federal comunicou que está avaliando a extensão do ocorrido, além de reforçar a busca por restabelecer a rede.
Fonte: Olhar Digital